A temporada inicia com a expectativa lá em cima, mas o mais emocionante do episódio foi a repaginada na abertura.
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| Cersei Lannister. (Foto: HBO) |
Crítica de Allan Verissimo, do Ligado Em Série
Game of Thrones aproxima -se do seu fim, reunido quase todos os seus núcleos e se concentrando na batalha final contra os White Walkers e o confronto pelo Trono de Ferro.Assim, considerando que faltam apenas cinco episódios para o fim, é surpreendente que o episódio Winterfell, dirigido por David Nutter e escrito por Dave Hill, decida ser no mesmo estilo dos inícios de temporada anteriores: limitando-se a fazer uma recapitulação da atual situação de cada personagem e preparando as peças do tabuleiro. É admirável que o episódio gaste tempo nas reuniões de personagens que não se viam há anos ou que não se conheciam, mas, ao mesmo tempo, fica a questão se os roteiristas terão tempo para encerrar a historia de uma maneira que não soe apressada.
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| Jon Snow aceita convite de Daenerys e monta no dragão. (Foto: HBO) |
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| Sam Tarly. (Foto HBO) |
Porém, há ainda alguns momento onde é possível questionar o que os roteiristas estão planejando fazer: é sempre um prazer ver o show de atuação de Lena Headey, mas qual a necessidade de manter Cersei viva quando temos uma urgência muito maior com a guerra contra os mortos? O mesmo pode-se dizer sobre Bronn, ao passo que a trama dos irmãos Greyjoys acaba se encerrando de maneira mais fácil do que esperado (dito isso, com a missão de Bronn de assassinar seus antigos chefes Tyrion e Jaime e a decisão de Theon de ajudar os Starks em Winterfell, fica difícil não prever um arco de redenção que culminará nas mortes de ambos).
Tivemos também o momento mais visualmente impressionante do episódio com Jon Snow montando um dragão ao lado de Daenerys, que foi tecnicamente impecável, mas sem o impacto esperado, ainda mais precedido de momentos de humor envolvendo os dragões que simplesmente não se encaixam no atual estado das coisas. Ademais, seria muito mais eficiente se o momento ocorresse após Jon descobrir a verdade sobre seus pais, recebendo assim a confirmação final de seu sangue Targaryen (segundo os showrunners, apenas os Targaryens podem montar dragões). Os diálogos nível CW dessa cena também não colaboraram para o resultado final.
No geral, um primeiro episódio sólido, encerrando-se com um bom cliffhanger do pesado reencontro de Jaime Lannister com a sua vítima Bran. Os personagens apenas descobriram informações que nós já sabíamos, e considerando que a batalha contra os White Walkers ocorrerá no episódio 3 (dirigido pelo ótimo Miguel Sapochnik), é de se supor que o episódio 2, também comandado por Nutter, se limitará a mostrar a chegada dos últimos combatentes (Theon, Bronn, Beric, Tormund e Edd) e os preparativos finais para a guerra. Vamos torcer para que os cinco últimos episódios finais de Game of Thrones façam jus aos seus melhores momentos.



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